As tendências da gamificação para capacitação e engajamento de colaboradores e a sustentabilidade econômica/ambiental estiveram presentes nos outros dois projetos finalistas do...
As tendências da gamificação para capacitação e engajamento de colaboradores e a sustentabilidade econômica/ambiental estiveram presentes nos outros dois projetos finalistas do FF Enterprise 2018.
Formada pelos estudantes de análise de desenvolvimento de projetos Luis Fernando da Silva, Tiago Oliveira Luz, Denner Vinícius Dias e Daniel Henrique Brocker, a equipe Fábrica do Conhecimento desenvolveu um game mobile com o objetivo de educar e capacitar os colaboradores das fábricas, também os engajando em campanhas de endomarketing. “A gamificação de outros setores da economia já existe e por isso trouxemos ela para o mundo do calçado”, conta Silva.
Silva ressalta que a ideia foi lapidada durante as consultorias e que, após a final do FF Enterprise, a equipe chegou ao número de R$ 50 mil como capital inicial para o projeto sair do papel. Com o apoio do Senai, o game já possui um piloto desenvolvido, com informações do instituto sobre a indústria calçadista. “Agora, estamos em busca de um parceiro do setor, para nos trazer mais conhecimento sobre a atividade e como poderíamos agregar mais informações ao aplicativo”, resume, acrescentando que o torneio empreendedor foi de grande importância, pois proporcionou conhecimento e o aperfeicoamento do produto.
Outra equipe finalista do FF Enterprise foi a Wise, que trouxe um projeto para o uso das aparas de poliuretano (PU) em substituição à celulose na fabricação de palmilhas de montagem. Formada pelo administrador de empresas, James Hoffman, e o gestor ambiental, William Hoffman, a equipe buscou, com o projeto, resolver dois problemas: o passivo ambiental gerado pelo descarte de PU (30% dos resíduos gerados em volume e 60% dos custos com descarte) e a redução do custo de fabricação de palmilhas de montagem. “Os custos podem ter variações de acordo com a demanda de geração dos clientes, quanto maior o volume maior a possibilidade de redução”, conta William.
Segundo o gestor ambiental, o valor inicial para tirar a ideia do papel é R$ 150 mil. “O nosso objetivo é atrair a parceria de empresas que queiram estar à frente da concorrência, disponibilizando inovações, soluções e produtos provindos dos seus resíduos”, comenta, ressaltando que a equipe já realizou reuniões com alguns players do mercado e que a aprovação da ideia foi unânime.
William destaca que o FF Enterprise, além de proporcionar o desenvolvimento das habilidades no transcorrer do concurso, por meio das mentorias e capacitações, aumentou a rede de contatos da equipe, que está otimista com o projeto e a sua aplicação no setor calçadista.